A Economia Personalista
A Economia Personalista é
uma abordagem do ordenamento social inspirada por séculos de tradição
de pensamento cristão sobre os aspectos éticos da vida social,
política e econômica. Está particularmente preocupada
com o desenvolvimento de um entendimento mais profundo da dimensão
moral da atividades econômica, política e civil no terceiro
milênio. Por essa razão, os estudiosos da Economia Personalista
estão ativamente engajados no desenvolvimento de um diálogo
interdisciplinar entre a Doutrina Social Cristã, a tradição
do Direito Natural e as melhores visões da economia de mercado,
do Estado de Direito e da democracia representativa.
Nessas bases, a Economia Personalista
pode ser descrita como um método de pensar, com base tanto na fé
quanto na razão, os dilemas morais, econômicos e políticos
propostos pela modernidade. Como postura filosófica, no entanto,
a Economia Personalista repousa sobre a tradição humanista
cristã e, portanto, é definida pelo desejo de ajudar a realizar
uma Economia mais livre e mais humana, numa sociedade livre e virtuosa.
Portanto, a Economia Personalista funciona como um meio de fornecer recursos
à tradição moral cristã para se dirigir à
esfera pública.
A Economia Personalista reconhece
a contribuição da tradição do constitucionalismo,
do governo limitado, do livre comércio e da liberdade econômica,
da propriedade privada, do Estado de Direito e da democracia representativa,
que começaram a assumir uma forma concreta no ocidente durante
o século XVII. O conceito também admite que essas instituições
possam se integrar, de modo benéfico, numa variedade de formas.
Entretanto, a Economia Personalista
insiste em que todas essas instituições devam estar baseadas
numa antropologia que reflita de forma precisa toda a dignidade da pessoa
humana, criatura feita à imagem e semelhança de Deus. Um
dos objetivos principais, portanto, é demonstrar que a tradição
ocidental – que repousa na herança das civilizações
da antigüidade clássica e da cristandade medieval –
ainda guarda uma imensa atualidade, desde que se abstenha das premissas
utilitaristas, relativistas e racionalistas sobre as quais, infelizmente,
têm se baseado.
Sob esse aspecto, a Economia
Personalista busca complementar a visão de economia livre com a
de uma antropologia cristã de nítidos contornos na fé
e na reta razão. Ele reconhece que a tradição do
Direito Natural é uma das formas de comunicar essa visão
nas sociedades pluralistas, caracterizadas por diferenças significativas
nas crenças fundamentais, mais que trazem a unidade da moral judaico-cristã
como base dos valores culturais.
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