Santo Isidoro de Sevilha (570-636) |

| “O Direito natural é comum a todas as nações e consiste naquilo que é universalmente considerado como instinto natural, não pela Constituição, como por exemplo, a união entre macho e fêmea, a sucessão e a educação das crianças, os bens comuns universais, a liberdade universal... Tudo isso, e qualquer coisa desse tipo, nunca é injusta, mas é tomada como natural e igual”.
|
João Escoto Eriúgena (847-880) |

| “Nenhuma autoridade deve te afastar das coisas que são ensinadas pela reta razão. A verdadeira autoridade, com efeito, não se opõe a reta razão, nem esta à verdadeira autoridade, porque ambas derivam de uma única fonte, isto é, da sabedoria divina”.
|
Hugo de São Vítor (1096-1141) |

| “A busca do comércio reconcilia nações, acalma as guerras, reforça a paz e converte o bem privado dos indivíduos ao benefício comum de todos”.
|
Santo Alberto Magno (1193-1280) |

| “O preço justo é o que pode equalizar o valor dos bens vendidos conforme a estimativa do mercado naquele período”.
|
São Boaventura (1221-1274) |

| “A consciência é como o arauto de Deus e seu mensageiro, e o que diz não o ordena de si próprio, mas como proveniente de Deus, à semelhança de um arauto quando proclama o édito do rei. E disto deriva o fato de a consciência ter força de obrigar”.
|
|

| “É justo para o homem possuir propriedade... os negócios humanos são conduzidos de modo mais ordenado se a cada homem couber tomar conta de algo particularmente seu, ao passo que seria uma confusão se cada um tivesse de tomar conta da coisa de outrem indeterminadamente”.
|
João Quidort (1250-1304) |

| “O estado de propriedade é adquirido pelas pessoas por meio da habilidade, trabalho e diligência. Os indivíduos, como tais, têm o direito e o poder sobre ela, assim como o válido senhorio. Cada pessoa pode organizar suas posses, dispor, administrar, manter ou aliená-las como desejar, desde que não cause danos a ninguém mais, desde que seja o senhor”.
|
Johannes Duns Scottus (1265-1308) |

| “A autoridade política... pode ser retificada pelo consentimento comum e pela própria escolha da comunidade”.
|
Dante Alighieri (1265-1321) |

| “No inferno os lugares mais quentes são reservados àqueles que escolheram a neutralidade em tempo de crise”.
|
Marsílio de Pádua (1275-1343) |

| “Afirmamos que o supremo legislador humano, desde a época de Cristo, e talvez mesmo há algum tempo antes, até hoje foi, é e deve ser, o conjunto de todos os homens ou sua parte mais relevante, os quais têm de estar subordinados aos preceitos coercitivos da lei”.
|
William de Ockham (1290-1349) |

| “Assim como Cristo não veio ao mundo afim de tomar dos homens seus bens e direitos, o vigário de Cristo, que lhe é inferior e de modo algum o iguala em poder, não tem autoridade ou poder para privar os outros de seus bens e direitos”.
|
Jean Buridan (1300-1358) |

| “O dinheiro, portanto, é um bem do mercado, e o valor desse dinheiro, como nos outros casos de bens do mercado, deve ser mensurado pela necessidade humana. Os valores dos bens de troca são proporcionados pela necessidade humana”.
|
Ibn Khaldun (1332-1406) |

| “Quem quer que tome a propriedade de outrem, o utilize para trabalhos forçados ou faça pesar sobre ele uma alegação injustificada deverá saber que isso era o que o Legislador tinha em mente quando proibiu a injustiça”.
|
São Bernardino de Siena (1380-1444) |

| “E o demônio respondeu que possuir bens que pertenciam ao próximo é um pecado maior que o homicídio porque é esse pecado que manda mais pessoas para o inferno do que qualquer outro”.
|
Santo Antonino de Florença (1389-1459) |

| “Na multidão, onde há muita diversidade de condições e méritos, a não ser que os bens comuns sejam distribuídos proporcionalmente entre todos por quem governa as honras, dignidades e ofícios, além dos trabalhos e gastos, origina-se uma notável dissonância entre os que habitam juntos, e em conseqüência todo o ordenamento político se dirige pouco a pouco para a corrupção”.
|