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Século XVII


“A lei da natureza de que temos falado, inclui do mesmo modo, aquilo que se relaciona com a vida social do homem e que, portanto, é chamada num sentido mais amplo, como procedente dos traços essenciais implantados no homem, que podem todavia ser atribuídos à Deus, porque foi de seu desejo que esses traços existissem em nós”.

John Winthrop (1588-1649)


“O governo arbitrário é aquele em que ao povo são impostos certos homens, sem escolha ou permissão... Somente Deus tem essa prerrogativa... portanto, o homem usurpar tal autoridade é tirania e impiedade”.

Samuel Rutherford (1600-1661)


“Cada homem, por natureza, é um ser nascido livre, por natureza nenhum homem sai do ventre materno sob qualquer sujeição civil ao rei, ao príncipe ou ao juiz”.

John Milton (1608-1674)


“Ninguém pode amar a liberdade vigorosamente senão os homens bons. Os outros amam, não a liberdade, mas a licensiosidade”.

Sir Henry Vane (1613-1662)


“A Magistratura não deve intrometer-se nas ocupações e nas preocupações interiores do governo de Cristo e da consciência, mas deve contentar-se com o homem exterior”.

Baruch Spinoza (1632-1677)


“É livre a pessoa se pode avançar abertamente sem ter de utilizar artimanhas”.

Samuel von Pufendorf (1632-1694)


“Deve ser absolutamente sustentado que a obrigação do Direito Natural deriva do próprio Deus, o criador e regente supremo da raça humana, que pela virtude de sua soberania sobre os homens, suas criaturas, os obrigou à observância.... Ele conformou a natureza das coisas e do homem, de modo tal que, o último não pode ser preservado sem uma vida social”.

John Locke (1632-1704)


“O cuidado das almas não pode pertencer ao magistrado civil, porque seu poder consiste somente na força extena, mas a religião verdadeira e salvífica consiste na persuasão interior da consciência, sem a qual nada pode ser aceitável à Deus”.

William Penn (1644-1718)


“Os governos, assim como os relógios, andam conforme o movimento que os homens os dêem, e como os governos são feitos e movidos por homens, da mesma forma são arruinados. Portanto, os governos dependem mais dos homens que os homens dos governos”.

Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716)


“Há dois labirintos do espírito humano: um respeita à composição do contínuo, o outro à natureza da liberdade; e ambos têm origem no mesmo infinito”.

William Wollaston (1659-1724)


“Aquele ato que pode ser denominado moralmente bom ou mau deve ser o ato de um ser capaz de distinguir, escolher e agir por si mesmo ou, em poucas palavras, de um agente livre e inteligente”.

Giambattista Vico (1668-1744)


“Observamos que todas as nações, tanto as bárbaras como as humanas, embora tão distantes entre si no espaço e no tempo, conservam estes três costumes humanos: todas têm alguma religião, todos contraem casamentos solenes, e todas enterram os seus mortos”.

Lorde Shaftesbury (1671-1713)


“Retidão, integridade ou virtude é, pois, o atributo de quem se mantém favoravelmente disposto a alimentar um sentimento reto e íntegro não só em relação a si próprio, mas também para com a sociedade e o público”.

Joseph Addison (1672-1719)


“É uma grande presunção inscrever nossos sucessos como fruto de nossa própria gerência, e não avaliar nossos seres sob o prisma da benção, tomá-la como uma liberalidade dos céus, em vez de resultante de nossa própria aquisição de prudência”.

 

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